Bom seria que minhas palavras doces fossem como flechas que adentrassem no teu peito, que sangrando você pudesse entender a intensidade de um amor verdadeiro. Vejo-me perdida, em prantos, derrotada. Como ousar me deixar assim, justo eu que tanta devoção tive por ti. Fui traída, por um sentimento que me deixou insana, nesse calabouço onde minha companhia é a dor e a solidão, me apego os momentos de lembranças aos quais como um sonho tive o único e verdadeiro amor de minha vida em meus braços. Como queria que entendesses que não sou culpada por te amar tanto, sou uma vitima do destino, destino esse que pregou essa armadinha...
Não sei onde está o que fazes, nem mesmo sei de mim... A certeza que tenho é uma lacuna no peito, na alma, que mesmo preenchendo os espaços com inúmeras coisas, nunca estará completa, porque falta a ti. Falta a certeza de que terei o teu amor um dia, esperarei até o ultimo dia de minha vida por ti. Ao olhar-me no espelho a vontade que sinto e rasgar-me com minhas próprias mãos até sangrar, talvez assim a dor me faça esqueça por alguns instantes a dor de minha alma, a ferida aberta no meu peito, que nunca será cicatrizada...
Tudo está sem sentido, a lugar pro medo, pra dor. Mais enquanto eu tiver vida, terei esperanças que algum dia terei o que anseio com toda minhas forças...
domingo, 16 de dezembro de 2007
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