terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Estava dando uma limpeza aqui nos meus arquivos, encontrei esse texto que escrevie já a algum tempo...


Quando embarquei nessa viajem, fui convidada a viver uma aventura emocionante e perigosa (emocionante, porque estava sendo levando a conhecer um mundo até então desconhecido por mim, e perigo cheio de armadilhas e ciladas). O piloto do meu avião foi meu coração (deveria ter sido minha razão), mais quando nos deixamos envolver por emoções, é difícil deixar a razão tomar as rédeas da nossa vida. Em certo ponto da viajem me vie totalmente apaixonada ( foi a melhor parte da viajem), amei, suspirei, sorrie, voltei a ser aquela menininha boba, tremia e ouvia as borboletinhas "cantando", fazendo ruídos, na minha barriga só de emoção por está voando. A cada lugar que meu avião parava era uma emoção nova: emocionei-me com a primeira foto sua, primeiro e-mail, primeira vez que ouvie tua voz, primeira vez que nos beijamos, primeira vez que andei de mãos dados com você, tudo nessa parte da viajem foi perfeito. A cada embarque um friozinho diferente me fazia arrepiar e pensar , nossa: até quando vou continuar nessa viajem, e quando chegará o fim. Meus pensamentos (diga-se de passagem, férteis demais), se deixaram levar pelos meus sonhos e desejos, não queria o fim da viajem, queria continuar voando apesar do medo e da insegurança que essa viaje me trazia. Teria que chegar a algum lugar, (infelizmente não nascie um pássaro pra terminar minha vida voando), minha viajem teria que chegar ao fim a qualquer momento, em "voou" começaram as tempestades, começaram as turbulências, meu medo era visível, medo de não chegar ao fim da viajem sã e salva. O medo de desembarcar no lugar errado, o comodismo da viajem até então perfeita, e meu coração (o controlador do avião) que fizeram que eu continuasse mesmo sem saber onde estariam me levando,as turbulências foram acontecendo, alguns dias de leve, outros mais perigosos. Quando o comandante sinalizou que estava chegando ao fim a viajem, sentie uma grande tristeza e dor, mais muito anciosa pra conhecer “em terra firme" onde eu estava aterrisando, corrie anciosa pra ver a paisagem que me esperava lá fora, quando se abriram as portas do avião olhei pros lados e percebie que não era bem ali onde eu imaginava chegar, mais já era tarde, meu coração comandate da "expedição" tava cansado precisava de descanso e sossego, não tinha mais como seguir viajem, entrei em prantos, queria porque queria continuar a viajem, mais já não era possível... Era exatamente onde eu estava o fim da viajem, não tinha mais o que fazer eu tinha só que aceitar e tentar algo novo onde parei, o fim da viajem poderia ser começo pra uma vida nova, não era tão ruim assim, e com a experiência adquirida com os medos e turbuêcias poderia de agora em diante fazer a diferença. Parei olhei com um olhar de dor o meu coração deixei-o, descasar e seguie, deixei-me guiar apenas pela sensação de que fiz o que estava ao meu alcance para que minha viajem não terminasse assim, mais já que terminou era porque o chefe maior (Deus) queria que tivesse um fim. Seguie olhando apenas em frente e com as lembranças de uma viajem cheias de aventuras, com coisas boas e não tão boas que me ensinaram a dar mais valor a vida e aos meus companheiros de tantas e tantas viajens.


E assim termina a história... Até aqui dei um ponto final de agora em diante outra história começa com um final impossível de ser previsto, mais que poderá ser de colheitas boas, através das sementes que começarei a plantar de agora em diante.

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