João amava Teresa que amava Raimundoque amava Maria que amava Joaquim que amava Lilique não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandesque não tinha entrado na história.
Quadrilha _ Carlos Drummond de Andrade
Como no poema de Drummond, está se tornando normal, encontrarmos histórias de amores não correspondidos. Fulana se apaixona por sicrano, que não está nem ai pra ela, porque gosta de beltrana, que gosta de outra pessoa ou não gosta de ninguém. Tudo tão normal e tão difícil de entender, todos deveriam amar e ser amados, todos deveriam viver felizes para sempre como nos contos de fadas...
Sei que contos de fadas não existem, mais podemos fazer de nossas vidas grandes histórias, tudo depende de nossas escolhas. Mas voltando ao assunto da fulana, que amava sicrano, que amava beltrano, em cada pessoa deveria ter uma identificação, uma placa com a informação: não estou disponível pra você, não perca seu tempo comigo, já fui escolhido ou já escolheram meu par. Asim, todos encontrariam seus pares, não sofreríamos por amor e seriamos felizes para sempre....
Afirmei que contos de fadas não existem, mais nos casos de amor bem que poderia existir. Amar é o sentimento mais simples e mais complexo que há, ao mesmo tempo em que nos trás vida, leva-nos a morte, nos leva ao céu e ao inferno... Amar, amar, incomparável e inexplicável. Como em um conto, sempre esperamos o nosso amado, uma espera difícil, mais com esperança que ele um dia chegue, e faça dos nossos momentos os mais lindos que já existiram.
Mesmo que o fulano, que eu amo, o que ama a sicrana, não me amar, entrará um novo personagem, ou seja aquele que procuro como par...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
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